domingo, 22 de maio de 2011

Letra de Música!

CÃO SEM DONO

Ao te vê passar/ vi q não te esqueci
Mas tb entendi/ q desisti de vc
(Era vc ou eu, foi melhor assim)
É o jogo da vida, o sobreviver/
Como cão sem dono/ tive que aprender
A encarar os fatos pra voltar a viver

A voz q pacifica tb/ clama por guerra
O tempo q traz é o mesmo q leva/
A tempestade de ontem é a energia/
Q faz o sol/ voltar a brilhar
É a lei da vida e suas regras.../
Não dá pra fingir, viver as cegas/
Morrer de amor/ sem nada fazer!

Não vale a pena/ por pura vaidade
Abrir mão de si, pra não ver a verdade/
Viver de mentira é pura ilusão/
Como cão sem dono/ é melhor aprender
A cada tombo/ Se refazer
Encarar os fatos pra voltar a viver...


Alex Toller

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Música, Sinônimo de Paradoxo!




A Música nem sempre diz tudo de uma só vez, se dissesse, não faria sentido ouvi-la mais de uma vez.

Ela parece existir dentro de uma perpétua contradição entre ser o sinal da inteireza de um determinado paraíso, e ao mesmo tempo, a viva evidência de sua incompletude!
Penso que talvez a música não diga tudo justamente porque na realidade ela se constitui como uma espécie de espelho, um espelho sonoro!

Imagine, lembre das vezes em que você se enxerga em um espelho... então dependendo da ocasião você se avistará completamente diferente a cada ocasião. Há ocasiões em que quando nos contemplamos no reflexo de um espelho nos sentimos demasiadamente elegante, atraente, belo. Em outras, nem tanto, assim é a música, um eterno paradoxo. Dependendo do nosso estado de espírito teremos ou não a sensibilidade precisa para ouvi-lá e interpretá-la, para entender a mensagem que sua harmonia nos propõe.

A música tem o poder de nos embalar e nos adiar, ela é tão forte que as vezes, quando nos damos conta estamos cantarolando seus versos, balançando o corpo de acordo com o ritmo que ela determina.

O que seria do universo sem as melodias e harmonia das músicas?

Ouça música, mas não as ouça apenas pelo simples fato de ouvi-las, mas ouça com o coração e com a alma... queira entender a música, se deixe envolver por ela e então saberás o que talvez eu não tenha conseguido expressar no meu singelo texto.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Kid Abelha - Turnê Glitter de Principiante




Para a galera que curte o Kid Abelha, no próximo sábado, dia 14 vai rolar Show da Banda em terras Carioca!

O Trio formado por Paula Toller, Bruno Fortunato e George Isarael, que desde 2007 não se apresentava por aqui, voltou a ativa com força total agora em 2011 e está celebrando 30 anos de inquestionável sucesso.

Durante o período das famosas Férias Sabáticas, Paula e George aproveitaram pra lançarem seus Projetos Individuais, sem entretanto, conquistarem com o público o prestígio que a banda possui.

Agora, após quase 4 anos está na hora de quebrarmos esse jejum e vermos de perto a performance dessa Banda e matarmos nossa saudade!

Sucesso Kid Abelha.

Sandy Reestreia Show Manuscrito e Emociona



Na reestreia da turnê do show Manuscrito, Sandy se emocionou ao cantar a balada Dias Iguais com a participação virtual de sua parceira britânica na canção, Nerina Pallot, vista e ouvida através da imagem dos espelhos que compõem o gracioso cenário de Zé Carratu. A emoção soou verdadeira. Nesse número, Sandy põe sua alma em cena. No bis, a cantora também parece pôr sua alma em cena quando canta ao piano Esconderijo e Tempo, duas músicas que se destacam na irregular safra de inéditas do primeiro álbum solo da artista, Manuscrito, editado em maio de 2010. Um ano após o lançamento do disco, Sandy caminha no seu tempo. Manuscrito, o CD, esboçou alguma maturidade na obra da compositora sem romper radicalmente com a estética juvenil da última fase da dupla Sandy & Junior. O show segue pelo mesmo (seguro) caminho. Até porque o público eufórico que tem lotado as apresentações do show Manuscrito - com gritos que abafam por vezes o que Sandy canta e diz em cena - é o mesmo que vibrava com as turnês faraônicas de Sandy & Junior, cujos hits Quando Você Passa (Turu Turu) e Estranho Jeito de Amar são estrategicamente inseridos no roteiro que alterna covers de resultado irregular com 12 das 13 músicas do disco Manuscrito (apenas Mais um Rosto não figura no repertório do show). E, se o show Manuscrito não alça voo musical mais alto em que pesem a boa arquitetura dos arranjos e a direção segura do mano Junior Lima, é pela qualidade desigual do repertório autoral de Sandy, quase todo composto com Lucas Lima. Há alguns temas bonitos escritos com sensibilidade. Pés Cansados (a balada que abre o show com o coro ensurdecedor da tribo de fãs), Dedilhada (entoada sob a imagem projetada de um relógio) e Ela / Ele (número de beleza plástica pelas imagens bucólicas projetadas nos espelhos que funcionam como telões) são músicas que sinalizam real evolução na obra de Sandy - crescimento negado somente por quem tem os ouvidos tapados pelo preconceito contra os artistas que transitam no mercado musical mais populista. Em contrapartida, músicas mais triviais como a funkeada Tão Comum, Duras Pedras e O que Faltou Ser jogam o show para baixo, indicando que uma abertura do leque de parceiros e colaboradores seria salutar num futuro trabalho solo de Sandy. Da mesma forma, a escolha dos covers nem sempre resulta feliz. Beija Eu - pedra fundamental na construção inicial da obra autoral de Marisa Monte, lançada há 20 anos no disco Mais (1991) - se ajusta bem à voz de Sandy, que já não soa infantilizada no show Manuscrito. Sandy também surpreende ao revelar insuspeito suingue quando canta Black Horse and the Cherry Tree, tema da cantora e compositora escocesa KT Tunstall. Já as abordagens de Casa (Lulu Santos) e Put your Records on (Corinne Bailey Rae) soam tão corretas quanto burocráticas enquanto Hoje Eu Quero Sair Só (Lenine, Mu Chebabi e Caxa Aragão) já ganhou registros (muito) mais inspirados. Mas é Wonderwall - obra-prima do Oasis, banda importante na adolescência de Sandy, de acordo com texto dito pela cantora em cena - que evidencia o principal problema dos covers: a insegurança de Sandy com as letras das músicas alheias, todas lidas em cena com o auxílio providencial de teleprompters. Contudo, nada é pior do que a interpretação mecânica de Por Enquanto, música do primeiro álbum da Legião Urbana que Sandy aborda em ambiência de pop rock - reconstruída ao fim do show quando ela canta Quem Eu Sou, o segundo single do CD Manuscrito - sem levar em conta as emoções e sentimentos embutidos nos versos de Renato Russo (1960 - 1996). Ao reviver Por Enquanto, Sandy não põe sua alma em cena como faz ao elevar os tons em Sem Jeito, número em que se arrisca na percussão. Gracioso como o cenário de Zé Carratu e em alguns números elegante como a luz criada por Maneco Quinderé, Manuscrito é um show que cresce quando Sandy põe sua alma e emoções reais no que canta.

DENTRE TANTAS GUITARRAS SURGE UM BANJO






Nos ultimos anos, (não me recordo com clareza a data exata), tive uma feliz surpresa no âmbito musical. Assistia a minissérie "Capitu" adaptada da obra "Don Casmurro" de Machado de Assis, a minissérie dirigida por Luiz Fernando Carvalho era um espetáculo para os Olhos, mantendo-se fiel a obra, porém com uma leveza e um toque de atualidade que dava a minissérie um tom de originalidade, mesmo sendo adaptada de uma obra. Mas o melhor ainda estava por vir.





Era uma bela cena de romance, quando um som de um banjo chegou aos meus ouvidos, pouco depois uma voz masculina, belíssima e original começou a entoar uma linda canção. A música era Elephant Gun, a banda Beirut. Procurei conhecer mais daquela banda tão singular, e quanto mais conhecia, mais um questionamento me instigava.








Tenho visto há um tempo, uma profusão de artistas que tocam para um público específico. Deste modo, a nítida impressão que se tem, é que alguém fez algo que deu certo, e todos os outros vem bebendo da mesma fonte, cria-se então uma série de bandas que falam do mesmo assunto, que tocam com as mesmas notas, e que até se vestem da mesma forma. Então nós vemos, bandas da noite para o dia, explodirem com hit, e criarem uma legião de fãs, porém na mesma velocidade em que surge, a banda desaparece.






Em contraponto, vejo bandas como Beirut, se estabelecendo no meio artístico, com uma música que vai totalmente contra aquilo que se vende, e além disso, quebrando sofismas como "os jovens hoje só gostam de "musiquinhas bobas". Vejo porém grupos como Beirut composto por jovens, em seu excelente album: "The Flying Club Cup" se propondo a fazer uma música de alta qualidade porém sem cair no abstrato. Enquanto muitos fazem música para um público específico; Beirut, constrói seu próprio público, firmado numa arte que vai muito além de uma ambição financeira ou por sucesso.






Com a base de suas músicas feitas em Banjo, Acordeon, e instrumentos de sopro, Beirut se firma com uma música atemporal. Que outros Banjos surjam nesta geração de guitarras.










Diogo Mirandela

domingo, 8 de maio de 2011

Estão de Fato Combatendo a Pirataria?


Tenho observado nos últimos dias a grande repressão das indústrias fonográticas do Brasil no combate a pirataria, e principalmente aos famosos downloads. São muitos os sites que hospedam links para cópia de músicas que estão desaparecendo meio que repetinamente, vários blogs foram cancelados e os que permanecem em atividade, agonizam esperando a hora e o momento de serem invadidos e deletados.
Não estou aqui levantando a bandeira da desordem, não estou recriminando o combate a esse tipo de atitude ou tão pouco aprovando a meneira como têm acontecido esse combate, o que questiono é sim a sinceridade das grandes multinacionais em combater blogs e repremir os tais dawnloads.
Concordo que a música é arte e que tem todo um procedimento e gasto em suas produções, é claro que temos diversos profissionais envolvidos, desde o Artista até o mais simples funcionário dessa indústria. Foi-se o tempo em que o artista vendia 1 milhão de cópias, foi-se a época do disco de ouro por 100 mil cópias vendidas, e esse não é um problema exclusivo nosso brasileiros, mas sim um problema mundial. O acesso à digitalização trouxe suas boas e más consequência, hoje em dia, qualquer um senta em um computado e em questão de minutos baixa sua música predileta sem o menor problema, sem contar nas barracas espalhadas pela cidade vendendo Cds a R$ 3,00
Alguém tem a fórmula mágica para acabarmos com esse problema? Eu não tenho, mas acredito que se as grandes multinacionais, ao invés de reprimirem blogs e o comércio informal, investissem em promoções, se se unissem e todas colocassem no mercado um produto de qualidade por um preço mais acessível, consequentemente a própria população involuntariamente combateria todo acesso ilegal e voltaria a ser consumidora de discos e bons cds, afinal, todos gostamos de música! Imagine se as grandes gravadoras se unissem e fizessem uma experiência durante 12 meses, todas vendendo seus produtos por um valor simbólico, imagina Cd sendo vendidos por R$ 4,99 durante um ano? Creio que todos iríamos optar em termos um produto de qualidade e esqueceríamos os downloads sem nos sentirmos reprimidos e desrespeitados e os artista voltariam a vender milhões de cópias, porque as vezes, como já dizia o rei Roberto Carlos, pra se ganhar é preciso perder! Pensemos nisso.

Crítica e Analise do Cd "A Espera de Um Milagre"


*Disco:  A Espera de Um Milagre
*Artista: Shirley Carvalhaes
*Gravadora:  Art Gospel
*Categoria:  Gospel

Análise e Crítica:

Depois de seus dois últimos belíssimos trabalhos realizados pela Gravadora Art Gospel, Shirley  fecha com chave de ouro sua estádia na casa e presenteia seu público com um excelente trabalho e ótimo disco intitulado, ainda que imerecidamente, A Espera de Um Milagre.

O dísco, embalado em uma moderna e luxuosa capa, traz um belo encarte com diversas fotos da cantora feitas em estúdios e externas, todas bem elaboradas e sem exagero de recursos como fotoshop, mostrando uma Shirley madura, serena e bela.
Os Arranjos desse trabalho ficaram sob os cuidados de três excelente maestros: Lenno Maia (antigo colaborador da Cantora Rose Nascimento); Wesley Ros e Sérgio Assunção, que souberam de fato dar ao trabalho da cantora uma certa leveza que valorizou sua potente voz, sem antes fugir de suas raízes, e mantiveram a qualidade que é "praxe" em seus díscos.
A música que abre o Cd é a linda faixa musical intitulada "O Astro", canção de tema forte.  Shirley começa a interpretá-la com voz firme e potente, porém serena, que cresce gradativamente no decorre da música, cantando de maneira, como se estivesse a narrar um filme.  O arranjo dessa música é sensacional, e a cantora experiente e atenta, já na hora de sua gravação teve a brilhante idéia de incluir uma bonita introdução, onde ecoa-se diversas vozes, o que acrescentou a canção um belo charme. Ponto para o Cd. O disco segue com a música que não merecia, mas ainda assim, é o Tema do trabalho.  A Espera de Um
 Milagre, de fato tem ótima interpretação da cantora, porém, infelizmente mostra um momento de total falta de inspiração dos autores Denner de Souza e Adriano Barreto, uma vez que a canção mais parece um plágio desmedido do sucesso Há Uma Saída, também gravada por Shirley. Em um excelente trabalho como esse, essa canção não cabia, e tão pouco merecia dar nome a obra.  Curiosamente, esse é único ponto fraco desse belo Cd.  A príxima canção, A Voz do Silêncio, é boa novidade, e como já havia sido divulgado pela produção da artista, uma bela faixa no estílo Sertanejo Universítário.  Ótima produção de interpretação impar.  Na Canção Tudo Por Você, a dupla Denner de Souza e Adriano Barreto, autores da Faixa Título se redimem e presenteiam a cantora com uma música forte e impactante à altura de sua maravilhosa voz.  Essa, é uma daquelas canções que dá vontade de não parar de ouvir.  A próxima faixa, Você Vai Ver composta e orquestrada pelo Maestro Wesley Ros, é uma gostosa balada, daquelas que grudam como chiclete e quando nos damos conta estamos cantado... muito bem produzida e interpretada, e como sugere o autor, de fato dá vontade de glorificar, e quando a ouço sinto esse desejo. 
Shirley sempre deixou claro não ter medo de ousar, e quem conhece seus trabalhos, sabe exatamente do que estou falando, e por isso mesmo, a cantora se permitiu gravar a música O Cálice do compositor e Cantor Luiz Arcanjo, leia-se "Ministério Trazendo a Arca", compositor esse em plena ascendência musical e de vertente congregacional.  Essa música remete ao sucesso "Usa-me" do album Não Pare de Adorar.  Ótima sacada da cantora. O Cálice é uma excelente canção. 
É claro que Shirley é uma Cantora Pentecostal e não poderia deixar de fora canção que evocasse o Estilo Pentecostal das Assembleias de Deus.  Quando Ele Chega é a faixa assumidamente pentecostal desse trabalho, música de refrão fácil. "...receba poder, poder, poder..." gruda me nossos ouvidos, e Shirley mostra-se totalmente a vontade para interpretá-la.  Lavado e Remido, é mais uma canção da Safra Sertanejo Universitário que domina o disco, ótima regravação mesclada do repertório da cantora Flor de Lis. É indiscutível que na voz de Shirley a canção cresce de forma tremenda, abafando a interpretação mediana que outrora Flor havia dado a canção.  Resgate de Deus, composta pelo produtor Lenno Maia é ótima, tem arranjo moderno e um back vocal muito bem elaborado. Parte da Letra dessa canção diz "... Se algo me faltar eu direi que tenho tudo, se meus sonhos se esgotarem, mostrarei que És o principal..." emociona demais e toca no profundo da alma. Excelente canção.  O dísco segue com Sonhos de Deus, mais uma balada, agora de Anderson Freire, compositor esse em fase de grande projeção nacional via MK Music, que nessa música, infelizmente não mereceu tanto destaque. A música não decepciona, mas também não é das mais empolgantes. 
Vão Ver, é um belo louvor, mas que remeta a música Você Vai Vencer, gravada por Andréa Fontes, ninguém ousa a descordar.  É claro que isso não tira o mérito da canção e tão pouco da cantora, mas intriga por imaginarmos que Shirley provavelmente tenha em seus acervos outras belas músicas que poderiam ter ocupado o lugar dessa faixa e assim não se aproximar tanto da canção já lançada por Andréa; mas como o critério aqui é analisar letra, melodia, arranjos, harmonia e interpretação e não para discuitir as maneiras e métodos de como se compor um repertório, a canção valeu e não decepcionou. 
Fechando o trabalho com chave de ouro, shirley gravou a bela faixa "Vai Tudo Bem", mais uma da safra de Wesley Ros, com pegada Sertanejo Universitário.  Canção Forte, de arranjo exemplar e que faz o dísco terminar com gosto de quero mais.
Concluindo, Shirley de fato convence de que Vai Tudo Bem, e que podemos esperar mais dessa Guerreira de Deus, simplesmente porque de fato o tempo não consegue abafar seu carísma, seu talento e sua inimitável voz.  Parabéns Shirley Carvalhaes que com competência nos mostra o porque de seu ministério, mesmo depois de 30 anos, permacer em plena ascendência.  Parabéns Art Gospel, Compositores e Maestros


Bem Vindos!

"...Sou um admirador assíduo da boa música e muito me interesso por isso, então, pensando nisso resolvi criar aqui esse espaço para que possamos discutir, opinar e debater sobre esse tema, sendo assim, sinta-se a vontade para expor aqui sua opinião e analíse musical, independente de estilos preferenciais."

Sejam Bem Vindos!