segunda-feira, 9 de maio de 2011

DENTRE TANTAS GUITARRAS SURGE UM BANJO






Nos ultimos anos, (não me recordo com clareza a data exata), tive uma feliz surpresa no âmbito musical. Assistia a minissérie "Capitu" adaptada da obra "Don Casmurro" de Machado de Assis, a minissérie dirigida por Luiz Fernando Carvalho era um espetáculo para os Olhos, mantendo-se fiel a obra, porém com uma leveza e um toque de atualidade que dava a minissérie um tom de originalidade, mesmo sendo adaptada de uma obra. Mas o melhor ainda estava por vir.





Era uma bela cena de romance, quando um som de um banjo chegou aos meus ouvidos, pouco depois uma voz masculina, belíssima e original começou a entoar uma linda canção. A música era Elephant Gun, a banda Beirut. Procurei conhecer mais daquela banda tão singular, e quanto mais conhecia, mais um questionamento me instigava.








Tenho visto há um tempo, uma profusão de artistas que tocam para um público específico. Deste modo, a nítida impressão que se tem, é que alguém fez algo que deu certo, e todos os outros vem bebendo da mesma fonte, cria-se então uma série de bandas que falam do mesmo assunto, que tocam com as mesmas notas, e que até se vestem da mesma forma. Então nós vemos, bandas da noite para o dia, explodirem com hit, e criarem uma legião de fãs, porém na mesma velocidade em que surge, a banda desaparece.






Em contraponto, vejo bandas como Beirut, se estabelecendo no meio artístico, com uma música que vai totalmente contra aquilo que se vende, e além disso, quebrando sofismas como "os jovens hoje só gostam de "musiquinhas bobas". Vejo porém grupos como Beirut composto por jovens, em seu excelente album: "The Flying Club Cup" se propondo a fazer uma música de alta qualidade porém sem cair no abstrato. Enquanto muitos fazem música para um público específico; Beirut, constrói seu próprio público, firmado numa arte que vai muito além de uma ambição financeira ou por sucesso.






Com a base de suas músicas feitas em Banjo, Acordeon, e instrumentos de sopro, Beirut se firma com uma música atemporal. Que outros Banjos surjam nesta geração de guitarras.










Diogo Mirandela

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